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O que acontece com o esgoto antes de chegar aos rios?

EBS Empresa Brasileira De Saneamento Ltda
EBS Empresa Brasileira De Saneamento Ltda

A EBS – Empresa Brasileira de Saneamento participa de uma etapa do saneamento básico que a população raramente vê de perto: o tratamento que transforma esgoto doméstico em água segura para ser devolvida a rios e córregos. O processo ocorre dentro da chamada estação de tratamento de esgoto, ou ETE, estrutura que reúne várias etapas físicas, biológicas e químicas em sequência.

Antes de chegar à estação, o esgoto coletado nas residências percorre quilômetros de tubulações subterrâneas até alcançar a unidade de tratamento, trajeto no qual já pode receber contribuições de água de chuva infiltrada nas redes, especialmente em cidades com sistemas antigos ou mal vedados.

Diferente da estação de tratamento de água, cuja função é preparar água bruta para consumo humano, a estação de tratamento de esgoto trabalha no sentido inverso, retirando poluentes de um efluente já utilizado antes de devolvê-lo ao meio ambiente em condições seguras.

Gradeamento e tratamento preliminar retêm os primeiros resíduos 

Na chegada à estação, o esgoto bruto passa primeiro por grades que retêm materiais sólidos maiores, como plástico, papel e outros resíduos descartados incorretamente nas redes de coleta. Em seguida, uma caixa de areia separa partículas minerais pesadas, como areia e cascalho, que poderiam danificar equipamentos nas etapas seguintes. Segundo a EBS, cada etapa do processo cumpre uma função específica na remoção de poluentes presentes no esgoto bruto.

Tratamento primário separa sólidos sedimentáveis 

Depois do tratamento preliminar, o esgoto segue para tanques de decantação primária, onde parte dos sólidos em suspensão se deposita no fundo por ação da gravidade, formando um material conhecido como lodo primário, enquanto óleos e graxas mais leves são removidos na superfície.

Estações de tratamento espalhadas pelo país, entre elas as operadas com apoio técnico da EBS, reproduzem basicamente a mesma sequência de etapas de tratamento, com adaptações conforme o volume de esgoto recebido e as características da região atendida.

EBS Empresa Brasileira De Saneamento Ltda
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Tratamento secundário usa bactérias para reduzir a poluição 

Na etapa biológica, bactérias naturalmente presentes no esgoto se alimentam da matéria orgânica dissolvida na água, processo estimulado por aeração constante em grandes tanques. O conjunto de microrganismos responsável por essa etapa forma o chamado lodo ativado, técnica amplamente usada em estações de tratamento no Brasil e no mundo.

Depois de reduzir significativamente a carga poluente, a mistura de água e microrganismos segue para um novo tanque de decantação, onde o lodo biológico se separa da água já tratada, parte dele retornando ao processo para manter a população de bactérias ativa, e o excedente sendo encaminhado para tratamento e destinação adequada.

Antes de retornar a rios e córregos, a água tratada passa por uma etapa de desinfecção, geralmente com cloro ou radiação ultravioleta, capaz de eliminar microrganismos que ainda possam representar risco à saúde pública ou ao ambiente aquático receptor.

Laboratórios instalados nas próprias estações realizam testes periódicos ao longo de todo o processo, medindo indicadores como demanda bioquímica de oxigênio e concentração de sólidos, parâmetros que ajudam a avaliar se o tratamento está funcionando dentro dos padrões exigidos pela legislação ambiental.

Eficiência varia conforme o porte da estação 

Estações compactas, mais comuns em municípios de menor porte, costumam reunir várias dessas etapas em um único conjunto de tanques, reduzindo a área necessária para instalação, mas exigindo operação mais cuidadosa para manter a mesma eficiência de remoção de poluentes observada em estações convencionais de maior escala. A eficiência de uma estação de tratamento de esgoto costuma ser medida pela redução percentual de determinados poluentes entre o esgoto bruto que entra e o efluente tratado que sai, indicador que varia conforme a tecnologia empregada e o nível de investimento em manutenção e operação ao longo dos anos.

Do ponto da EBS – Empresa Brasileira de Saneamento, o controle da qualidade do efluente final é tão importante quanto qualquer outra etapa do processo, já que a água tratada retorna diretamente a rios e córregos utilizados por comunidades ribeirinhas e pela fauna local. O lodo retirado ao longo de todo o processo também precisa de destinação adequada, podendo ser encaminhado para aterros sanitários, aproveitado como insumo agrícola após tratamento específico ou usado na geração de biogás, dependendo da infraestrutura disponível em cada estação.

Ampliar a cobertura de tratamento de esgoto no Brasil, hoje ainda distante da meta de universalização prevista em lei, depende diretamente da construção de novas estações de tratamento em regiões ainda não atendidas, além da conexão de residências que já têm rede disponível, mas ainda não realizaram a ligação domiciliar ao sistema coletivo. Tratar esgoto antes de devolvê-lo aos rios deve continuar sendo um dos pilares mais caros e menos visíveis do saneamento básico brasileiro. Companhias do setor, entre elas a EBS – Empresa Brasileira de Saneamento, dependem da eficiência constante desse processo para reduzir a poluição de corpos hídricos em todo o país.

16/07/2026