Tecnologia

Dicionário de inovação: termos e conceitos que você precisa saber

Mesmo quem não gosta de aderir a termos estrangeiros na rotina de trabalho, acaba cedendo ao estrangeirismo quando amadurece a mentalidade na área de inovação. Mas não basta aplicar as palavras no contexto certo, é fundamental entender a real definição de cada expressão. E os desafios não param por aí, até mesmo palavras mais conhecidas do nosso vocabulário trazem dúvidas quanto ao seu conceito.

Se você se encontra um pouco perdido e inseguro em participar de um bate-papo sobre inovação por desconhecer o vocabulário dessa área, fique tranquilo. Não se esqueça que tudo muda rapidamente nesse ramo e todos estão aprendendo assim como você.

Mas caso você se sinta mais confortável em ter um mínimo de conhecimento sobre alguns termos, esse conteúdo é para dar aquele suporte que você queria.

Nosso objetivo é alimentar esse conteúdo atualizando e inserindo novos termos e conceitos. Por isso, já salva o link para consultar sempre que necessário.

Ambidestria – a ambidestria é o processo do qual uma empresa mantém sua estrutura tradicional, ao mesmo tempo em que procura implementar métodos para se estabelecer uma cultura de inovação. É como se a empresa tivesse dois pilares principais em que um “alimenta” o outro, como um processo de osmose.

Exercer a ambidestria é fundamental! Empresas antigas e tradicionais precisam inovar. Mas implementar uma cultura inovadora é difícil. Tanto para a empresa em si, quanto para os colaboradores que fazem há anos a mesma rotina burocrática e são forçados pelo mercado a estudar novas metodologias para agilizar suas atividades.

CVC (Corporate Venture Capital) – é uma das formas de investimento em inovação. Por meio do Corporate Venture Capital a empresa destina capital em troca de uma fatia minoritária de uma startup de interesse.

CX (Customer Experience) – o CX, ou experiência do cliente, parece não ter relação direta com a área de inovação, mas tem. Os investimentos em capacitação de pessoas e aquisição de novas tecnologias, agilidade de processos e a busca por novos mercados são recursos que a empresa utiliza para proporcionar uma melhor experiência do cliente. Ou seja, satisfazer aos anseios do cliente, fazer com que a experiência do cliente na aquisição de um produto ou serviço seja tão satisfatória ao ponto dele recomendar a sua empresa para as demais pessoas e se fidelizar a ela. O cliente é o direcionador da empresa, ele mostra se a corporação está no caminho correto ou não.

Não adianta uma empresa investir em novas tecnologias que não são de interesse do cliente utilizá-las. Um belo exemplo disso é o frustrante Google Glass, os óculos inteligentes com ar futurista, embora interessantes, não eram os produtos que os usuários desejavam naquele momento. Apesar de muito tecnológico, não atendiam às experiências que os clientes queriam ter.

Por isso, criar canais para ouvir os clientes é uma das transformações imprescindíveis em empresas que desejam inovar. Ter o cliente no centro (centralidade no cliente) é uma tarefa constante na inovação.

Quer falar com um especialista em CX? Conheça o CPO da DIWE, Eduardo Fonseca.

Objetivo estratégico – talvez seja o primeiro termo para se ter entendimento. Qualquer ação de inovação tem como base o objetivo estratégico. As companhias tem dificuldade em definir o objetivo estratégico por não conseguir projetar a atuação da empresa no futuro.

O que você pretende fazer na sua empresa para inovar? Quais os recursos? Quais os caminhos? Quais as estratégias? Mesmo assim pareceu difícil? Que tal traçar ações que envolvam o meio ambiente? Tem muita startup por aí que pode te ajudar.

Olha, você não precisa pensar daqui a uns 2, 5, 10 anos. Pode iniciar com o planejamento daqui a uma semana, 2 e 6 meses.

Mas não deixe de defini-los. Os objetivos estratégicos são direcionadores para tomadas de decisão. Quando não determinados, cada líder decide, por vontade própria, qual é o caminho certo ou errado.

Parceria estratégica – quando se fala sobre inovação, uma parceria estratégica é sempre muito bem-vinda. Mas explicar o que seria essa parceria pode ser simples demais para a variedade de cenários em que ela pode ocorrer.

Uma parceria estratégica pode ocorrer quando duas empresas (uma com autoridade em determinado ramo e outra com experiência em eventos) se unem para desenvolver um encontro, fomentar a inovação e debater alguns temas com pessoas e outras organizações. E por que essa parceria é estratégica? Por ser uma forma de oxigenar a inovação no mercado, conhecer outras estratégias, fechar contratos e confirmar a autoridade.

Entretanto, a parceria estratégica não se limita a isso. É ainda mais amplo. Quando uma grande companhia investe em uma startup, pode ser considerada uma parceria estratégica. Afinal, o investimento em tal startup foi realizado com objetivo estratégico. Seja para aquisição de tal startup no futuro, ou para que os concorrentes não tenham acesso a atividade que ela desenvolve.

Produto Digital – o que seria da nossa vida sem um produto digital? Eles se acomodaram tão bem, que esquecemos de dar a eles o devido valor.

Sabe aquela tela touchscreen com o mapa do shopping que você utiliza para se localizar ou achar uma loja? Sabe aquele autoatendimento que você utiliza em lojas como McDonalds? Spotify, Deezer e Netflix já utilizou alguns destes serviços?

Se você respondeu sim para uma dessas perguntas, você sabe muito bem o que é um produto digital.

Para desenvolver um produto, é necessário uma série de estudos e técnicas, por isso exige pessoas qualificadas.

Roadmap – o famoso roteiro, ou também conhecido como ferramenta de planejamento estratégico. É aquele mapa com ações e prazos definidos. Existem diversas ferramentas que têm a finalidade de desenhar o roadmap. A partir dessas ações é possível definir as metas.

No roadmap você tem a visão mensal, mas muitas vezes a divisão trimestral (Q1, Q2, Q3 e Q4) são bem definidas. Pois são nesses intervalos que se reflete se o caminho está correto ou se é preciso redefinir a rota.

Squad – são times, equipes ou grupo de pessoas que trabalham focados em projetos e se destacam pela alta performance no desempenho das suas atividades.

Ainda parece confuso? Vamos usar o serviço da DIWE como exemplo. Uma companhia identifica que não consegue encontrar iniciativas de inovação adequadas e contrata a DIWE para esse processo. A DIWE possui um squad (time) com profissionais de áreas diferentes e diversas habilidades que em um curto período consegue entregar ideias inovadoras para o cliente.

Transformação Digital – parece um termo muito simples e esconde a amplitude da ação em si. Para uma empresa se transformar digitalmente não significa que ela irá substituir papel por computadores. Como prova disso, algumas empresas estão atrasadas digitalmente, embora tenham computadores para todos os colaboradores, cada funcionário assina manualmente o horário de ponto.

A transformação digital significa utilizar os recursos digitais de forma complementar interligando pessoas, áreas, produtos, serviços, rotinas em prol da evolução da empresa e acompanhamento tecnológico do mercado.

A transformação digital é um alerta para os novos perfis dos usuários, que querem praticidade de efetuar compras com dois ou três cliques no computador. Querem a facilidade de agendar um serviço a qualquer dia e hora através de um aplicativo. E ainda que desejam produtos digitais tão simples ao ponto de não consultarem um manual para utilizá-lo.

Validar um produto – a validação é uma etapa da metodologia de Design Thinking. O termo é muito usado pela equipe de Produto Digital. Mas, por ser baseada na mesma metodologia, a validação também é uma etapa de vida das startups.

A etapa de validação é quando se testa no mercado, com os clientes, o que eles acharam do produto, se eles conseguiram utilizá-lo e se está desenhado no formato que eles desejam.

Conversando ou lendo alguns artigos de profissionais de produtos, você consegue ver que muitos não chamam a validação como etapa final. Pois após esta etapa é comum que novos ajustes (refinos) sejam feitos no produto.

Veículo de inovação – o nome veículo que estamos acostumados a usar faz referência a um meio que te leva de um lugar a outro. Seguindo o mesmo raciocínio, o veículo de inovação traz uma ideia semelhante. Porém o destino é levar a sua empresa a inovar. Por isso, diversas atividades são chamadas de veículos de inovação. Pois são meios de condução do tradicional para a inovação.

O CVC, CVB e a inovação aberta são considerados veículos de inovação. Exatamente por conduzir as companhias para a nova realidade do mercado.

Venture Builder (Venture Studio) – acredite, há muita gente que trabalha com inovação e não conhece os dois termos, Venture Builder e Venture Studio. E há quem tenta procurar a diferença entre ambos. Na verdade, ainda existem outros termos como Startup Studio, Ventures Model, Fábrica de Startups e por aí vai. Por aqui, entendemos que todos esses nomes referem-se ao mesmo modelo de negócio, só que em cada país ou região uma expressão ganhou mais espaço que a outra.

O Venture Builder é um negócio estruturado para prestar serviço criando startups no formato que um cliente (ou outra organização) necessita. Sabemos que existem startups dos mais diversos ramos, atuando nas mais variadas atividades, entretanto, o mercado é tão vasto, que vez ou outra as grandes organizações mais ousadas e maduras procuram por determinado formato de startups e não encontram. A solução acaba sendo contratar uma empresa para criar uma startup ofertando o serviço ou produto específico.